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XXIV BIENAL DE MÚSICA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA

Concertos são presenciais, exceto o do dia 20 de novembro, sábado, com a Orquestra Petrobras Sinfônica (OPES), que será somente virtual – com acesso gratuito. A Bienal tem ingressos a preços populares e transmissão ao vivo pela internet, das 11 apresentações. A edição conta com parceria da UFRJ e apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

A Fundação Nacional de Artes – Funarte e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por meio do Sistema Nacional de Orquestras Sociais (Sinos), integrante do Programa Arte de Toda Gente, realizam a XXIV Bienal de Música Brasileira Contemporânea, entre os dias 13 e 21 de novembro – com uma apresentação extra no dia 24. A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro apoia esta edição, por meio da FUNARJ)/Sala Cecília Meireles – espaço que recebe os concertos, localizado no Centro do Rio de Janeiro.

O projeto que originou a Bienal de Música Brasileira Contemporânea foi criado pelo compositor Edino Krieger, em 1968. Teve por inspiração os famosos festivais da canção, direcionados para a música popular. Encampada pela Secretaria de Cultura do antigo Estado da Guanabara, a proposta abriu a temporada do Theatro Municipal do Rio de Janeiro em 1969, sob o nome de Festival de Música da Guanabara (FMG). Com o formato de concurso, ele ganhou uma segunda edição, em 1970 e, em seguida, foi interrompido.

Em 1973, Myrian Dauelsberg assumiu a direção da Sala Cecília Meireles, também na Capital Fluminense. A pianista e empresária achou, em arquivos, um novo projeto de Krieger, que substituía o FMG pela Bienal. Sem caráter competitivo, esta seria uma mostra da produção dos compositores brasileiros contemporâneos. Autorizada por seu criador, Dauelsberg produziu a I Bienal de Música Brasileira Contemporânea, em 1975 (ano em que se instituiu a Fundação Nacional de Artes). O fim da gestão de Dauelsberg coincidiu com a presença de Edino Krieger à frente do Instituto Nacional de Música da Funarte – antigo nome do atual Centro da Música da casa. Isso permitiu que a entidade federal abraçasse o projeto, mantido por ela desde então.

Foram realizadas 23 edições da Bienal, desde seu lançamento, em 75, sem pausas. Entre 1975 e 2017 (ou seja, em 22 edições), as bienais proporcionaram a participação de 472 compositores, com a execução de 1.740 obras, sendo 1.002 delas em primeira audição – o que significa uma produção e lançamento de material inédito, que valoriza e amplia a importância do programa. Muitos dos compositores são jovens, o que representa uma importante renovação de nomes e ampliação da música de concerto produzida no Brasil – inclusive territorialmente. De início, a produção se concentrava basicamente nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia. Hoje, mediante as sucessivas edições, houve avanços significativos na integração de centros de produção musical contemporânea, de quase todos os estados. Essas entidades atendem à formação de profissionais da música em alto nível – o que resulta na crescente participação de novos compositores, a cada Bienal. Autores hoje renomados tiveram o primeiro impulso em suas carreiras depois de contemplados num dos eventos. A história da Bienal é também marcada por alguns nomes emblemáticos e essenciais, referências na música brasileira atual.

Durante muitos anos, a Bienal de Música Brasileira Contemporânea da Funarte foi dirigida por um dedicado servidor da casa: o musicólogo e membro de Academia Brasileira de Música (ABM) Flávio Silva (1939 – 2019), então coordenador de música de concerto da Fundação.

Todos os concertos serão transmitidos ao vivo, pelo Canal Arte de Toda Gente e você pode acessar através dos links na página de programação do evento.

HOMENAGENS

Assim como nas edições passadas, a XXIV Bienal também presta tributo a compositores e intérpretes que marcaram o cenário musical brasileiro das últimas décadas. Este ano os homenageados são:

Tim Rescala – 60 anos;
Fernando Cerqueira – 80 anos;
Roberto Duarte – 80 anos;
Henrique Morelenbaum – 90 anos;
Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro – 90 anos;
Orquestra Sinfônica Nacional da UFF – 60 anos.

In memoriam: 

Antônio Arzolla (1966-2021);
Gustavo Menezes (1973-2021);
Henrique (Herz) David Korenchendler (1948-2021);
Nelson Abramento (1937-2021);
Nelson Freire (1944-2021).

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